Casa da Amendoeira

A Reforma da Previdência nas Redes Sociais

20.11.2017

Claudia Montenegro e Luciana Nunes Leal

Desde que o governo apresentou as propostas para a alteração nas regras para a concessão de aposentadorias, o debate sobre a reforma da previdência tomou a imprensa, internet e redes sociais. De um lado governo e empresários apontando a urgência nas mudanças para alcançar metas de ajuste, por outro, centrais digitais e entidades de classe refutam a proposta por considerarem fortes os prejuízos a trabalhadores.

Nossos especialistas pesquisaram as menções ao tema nas redes sociais no período entre  janeiro e abril de 2017 para ver como estava o debate e chegou às seguintes conclusões:

– A proposta de reforma provocou uma reação entre os opositores do governo que extrapola o tema e fez voltar com grande intensidade palavras de ordem como “Fora Temer”, slogan dos movimentos contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

– O tema começou a ganhar as redes sociais em fevereiro e teve o auge em março, quando, no dia 15, houve protestos contra a reforma em várias capitais. Em abril, o assunto continua em alta, embora com menos intensidade que no mês anterior.

– Os canais oficiais do governo estão tímidos na tentativa de esclarecer pontos controversos da reforma previdenciária e não se destacam entre os usuários das redes sociais que mais mobilizam os internautas.

Entre os líderes partidários na Câmara, onde a reforma está em discussão no momento, se destacam nas redes sociais aqueles contrários às mudanças. Mais uma vez, o presidente Temer perde a batalha de comunicação da reforma da Previdência.

– Entre movimentos que pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o MBL (Movimento Brasil Livre) se destaca em engajamento nas redes sociais, na discussão sobre a reforma da Previdência, e apresentou um projeto alternativo ao do governo. É um dos poucos grupos dispostos a defender uma reforma previdenciária no debate virtual.

– Como o tema da Previdência desperta paixões e forte reação do eleitorado, políticos da base do governo preferem evitar entrar na briga pública em defesa da reforma. Escolheram deixar a discussão avançar, esperar a aprovação de regras mais brandas na comissão especial da Câmara que analisa o projeto e então anunciarão o voto em plenário.

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Veja a matéria no Estadão: https://goo.gl/M5Zo5d

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